Sindicato dos Empregados

no Comércio de Juiz de Fora

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Nossa História

 

Uma história de lutas e conquistas

 

Foi em meio a um contexto histórico em que não existiam leis trabalhistas e previdenciárias, que um grupo numeroso de comerciários fundou no dia 17 de abril de 1904, a Associação dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora (AEC), entidade que já nasceu defendendo uma importante reivindicação social: o fechamento dos estabelecimentos comerciais locais aos domingos. A AEC enviou um abaixo-assinado e um requerimento à Câmara Municipal, que redundou na Resolução nº 511 de 18 de fevereiro de 1908, que “proibe a abertura de portas das casas comerciais aos domingos”.

A Associação dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora reflete, portanto, os momentos da cidade, especialmente em seu contexto social. No início do século passado, Juiz de Fora era representada como a Manchester Mineira. Mas a realidade dos trabalhadores da indústria e do comércio era de privações e humilhações. Realidade que afetava também os comerciários, que em um de seus requerimentos à Câmara Municipal da época, se autodefiniram como aqueles que mourejavam “de manhã à alta hora da noite, semana após semana”.

A AEC inicia seu processo de consolidação, em 1916, quando compra um terreno na rua Barão de São João Nepomuceno, obtém seu registro cartorial em 1919 e conquista novas resoluções; limitando a jornada de trabalhado dos comerciários. Neste mesmo período, os comerciários obtiveram outras duas importantes conquistas: o fechamento das casas comerciais às 12 :00 horas nos dias de feriados nacionais e as restrições fiscais ao funcionamento das mesmas, de segunda a sábado, após às 19 :00 horas. Nas greves, a primeira realizada em janeiro de 1920, que resultou na conquista da jornada de trabalhado de  08 horas diárias, o apoio da AEC foi decisivo: atuou como mediadora entre grevistas e o patronato local.

 

A Associação transforma-se em Sindicato

A partir do início da década de 1920, a Associação passou a congregar não apenas os trabalhadores dos diversos estabelecimentos comerciais, lojas, cinemas, armazéns, farmácias, bares, hotéis, açougues, padarias e etc -, como também os funcionários dos bancos e escritórios contábeis da cidade. Em janeiro de 1927, estava instalada no sobrado de nº 2261 da Avenida Barão do Rio Branco e empenhou-se mais uma vez na campanha para reduzir a jornada de trabalhado dos comerciários juiz-foranos. A construção e inauguração do Prédio e ampliação dos serviços prestados a seus associados efetivou-se durante as décadas de 1910 e 1920. Teve na beneficência e na assistência (médica, farmacêutica e odontológica) e nas atividades culturais e recreativas (biblioteca, aulas noturnas, bailes e concurso de beleza) suas principais atividades regulares. Neste sentido, a construção e inauguração de sua sede social, obra realizada pela gestão 1928/1929, presidida por João Dario Pereira de Alencar, permitiu a AEC tanto ampliar os importantes serviços que prestava a seus associados, quanto aumentar sua influência no cenário político e social da cidade.

Com a criação do Ministério do Trabalho, no final de 1930, a decretação de uma lei de sindicalização, em 1931, e de um significativo conjunto de leis trabalhistas no ano seguinte, os dirigentes da AEC optaram por registrá-la junto aquele órgão estatal, vendo, em tal medida, a possibilidade de aumentar o quadro de associados e reforçar a influência da entidade junto aos órgãos públicos e demais setores sociais da cidade. Foi o que de fato ocorreu, sobretudo a partir da eleição de seu presidente, Alberto Surek, para deputado classista à Assembléia Constituinte de 1934. A Associação dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, hoje Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora, no momento em que comemora 114 anos de sua fundação, traz a seus associados e à população da cidade, parte da história desta entidade, a qual, desde o nascimento, tem se empenhado, de maneira firme e persistente, dentro do espírito de cada época, na luta pelo respeito aos direitos dos trabalhadores, assim como na busca por relações harmônicas entre a categoria e os diversos segmentos da sociedade.

O papel que desempenha o Sindicato dos Empregados no Comércio como elemento agregador é de grande importância, já que vivemos um momento em que o mundo assiste à desagregação das nações, das famílias e do próprio indivíduo, pelo total desrespeito aos valores de cada povo, de cada grupo, de cada pessoa. É importante que o trabalho do Sindicato seja trazido ao conhecimento de toda a sua categoria e da sociedade, pra que todos tenham conhecimento da seriedade e competência que vem norteando seu trabalho ao longo dos anos, sempre no sentindo da inclusão do trabalhador do comércio no mercado de trabalho, lutando pra trazer a ele dignidade necessária para a realização profissional. E é com o respeito, integridade e amor ao trabalho que nortearam a criação da Associação dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora que trabalha o Sindicato dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora.